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Seat 600, uma parte da história da Espanha.

Todo um ícone da Espanha, o 600 veste-se de festa e em meio de um ambiente de veraneio, apresenta seus inigualáveis encantos no cais 2 do porto de Valencia neste domingo dia 18 de Julho de 2010, e como não, Antyqua estava ali, acompanhando este ar dos anos 50 e 60 com grande expectação.

Fomos recebidos, muito amavelmente pelo Sr. Manuel Puchades, o secretario geral do Clube do Seat 600 na Comunidade Valenciana, o qual nos proporcionou informações e acesso às pequenas jóias ali estacionadas.

Eram uns 40 históricos Seat 600, e já podem imaginar que me sentia como que entre nuvens… fotos, sorrisos e una amabilidade incrível reunia a todos os ali presentes.
É sabido por todos que estes carismáticos automóveis marcaram uma época e, apesar de haver cumprido mais de 50 anos, seguem na moda e muitos deles ainda seguem deixando-se ver pelo asfalto.

Desde o Clube do 600 da Comunidade Valenciana, a proposta foi de uma jornada festiva cheia de cor e posso assegurar que a conseguiram com acréscimos.

Juan Berga, presidente do clube, recordou que sua entidade leva em marcha 13 anos e estão "muito felizes" em participar este ano da Feira de Julho, aproveitou também para convidar "a todos os que tenham um 600, para que unam no domingo ao clube".

Além do mais, informamos que desde o Clube dos 600, os Srs. podem encontrar todas as facilidades para voltar a dar vida ao seu 600, pois o Clube facilita latoeiros, mecânicos, seguro e todo o que seja necessário para por no ponto o 600.

Um carro com historia, que os trabalhadores de Seat despediriam em 1973, quando finalizou sua produção, com um cartaz que se podia ler: “Nasceste príncipe e morres rei”. Mas aqui entre nós, não creio que os 600 estejam mortos nem nada, a finalização da sua produção marcou mais bem o nascimento de um ícone incontestável na historia de Espanha.

Os 600 foram produzidos pelo fabricante espanhol Seat em 1957, foi construído sob a licença da Fiat e sobre o original Fiat 600 e desenhado pelo italiano Dante Giacosa, que trabalhava para a casa Italiana.
Convertido em um fenômeno social nada mais nascer, o 600, sem dúvidas é algo mais que um carro.

Hoje em dia ter e conduzir um, é presumir de ter uma jóia ao alcance de uns poucos.
Todos os que estavam congregados ali no porto, pelo adorável Seat 600 compartiram o espírito de um carro convertido praticamente em um mito.

Também fomos acompanhados, de uma forma muito próxima, pelo simpaticíssimo Sr. Salvador Bayona, o qual nos abriu, literalmente, as portas do seu Seat 600 de 1957. Contou-nos histórias tão extraordinárias, como o encontro de Barcelona, na data de 12 de Outubro de 1957, que esteve presente com o seu Seat 600 e tendo como co-piloto à sua senhora, “íamos mão a mão”, afirma o Sr. Bayona. (fazendo uma alusão a que tanto ele como sua senhora compartiam o volante.)

Seu carro, impecável e restaurado com muito gosto, é o conhecido como o modelo “600 Calcinha”, comenta o Sr. Bayona entre um longo e cativante sorriso, levava este apelido por ter a abertura da sua porta dianteira ao revés, o que dava lugar a imaginar ou inclusive (e isso incluo por minha conta) a ver as calcinhas das senhoras ao entrar e sair do carro.

Deixamos aqui o link do Clube 600, incentivando a todos os leitores de Antyqua, que tenham ou pretenda ter, uma preciosidade como esta, a unir-se a este equipe de apaixonados pelos 600.

http://www.clubdel600.com/

Com um sorriso no rosto e com a recordação de uma agradável manhã, deixo um abraço e até a próxima.

Danielle Pimentel
Antyqua - Europa

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