‘PTV - Micro Carro Espanhol’
Este artigo está dedicado a todos aqueles antigomobilistas, que assim como eu, são completamente apaixonados pelos “Micro Carros”.
Hoje trago uma bonita história que começa pela paixão e pelo esforço de uns sonhadores. Falaremos do primeiro “Micro Carro Espanhol”, nada mais nada menos que o simpaticíssimo PTV.
Por: Danielle Pimentel
A história da marca PTV inicia-se nos anos 40 em Manresa - Espanha, em uma oficina mecânica dirigida pelos irmãos Tachó, Guillem e Antoni, que além de reparar carros e motos, dedicavam-se também a melhora das mecânicas de série e ao desenho e fabricação de equipamentos a gás. A falta de peças de reposição lhes leva a desenhar e fabricar as tão apreciadas peças, especializando-se em carburadores, lançando sua própria marca: os carburadores Tachó.
O PTV foi um dos mais belos “Micro Carros”, (na minha humilde opinião, é uma graça!), junto ao Biscuter, Goggomovil e a Isetta, foi um dos que teve grande sucesso nacional, sendo o único totalmente fabricado na Espanha.
Foi na década dos 50 quando apareceu na Espanha uma série de automóveis de tamanho reduzido e equipados com motores, normalmente de dos tempos. São os denominados “Micro Carros”. A escassa e cara oferta automobilística do mercado espanhol fez que estes pequenos automóveis surgissem com grande força, tendo uma ótima acolhida. Tanto era assim, que um destes “Micro Carros” podia ser adquirido pela metade do preço que um automóvel normal.
Uma das suas versões (a qual estou completamente apaixonada) é a versão bicolor também chamada “Ballena” – (baleia); que tem este nome devido a sua particular cor branca na parte de baixo. Projetado em 1950, por Guillen e Antoni Tachó, seguido pelo modelo Coca de 1953, apelido recebido pelo seu parecido “pouco agraciado” (segundo seu criador… eu discordo plenamente) com a tradicional torta catalã.
Em 1950, e depois de muito tempo dedicado à fabricação deste auto, o resultado obtido foi um veículo com certa distinção e garbo que foi registrado com o nome, já mencionado anteriormente, "El Ballena" (A Baleia).
Surge quase que de imediato a idéia da possível fabricação em série, o que obrigou a simplificação do desenho do Baleia, dando origem em 1953 no modelo “Coca”. O Coca também foi registrado e além do mais serviu para a otimização e aperfeiçoamento, percorrendo vários kilometros de maneira segura, constituído o caminho definitivo ao PTV.
Mas conseguir sua homologação não foi nada fácil... Guillem Tachó e a sua mulher viajaram à Madrid a bordo do micro carro para obter-la através do “Ministério de Indústria”. Sua viagem foi uma autêntica prova de fogo tanto para o carro como para seus ocupantes, as condições meteorológicas adversas (- 10º C) e a falta de calefação no simpático micro carro, converteram a aventura em um pequeno calvário, que finaliza com a chegada a Madrid. Os engenheiros do ministério põem alguns obstáculos, mas finalmente o PTV obtém sua homologação.
Depois de estes passos gigantescos e de muito esforço e dedicação, foi criada em 04 de maio de 1956 a empresa AUSA - Automóveis Utilitários, S.A. Para esta ocasião, os irmãos Guillem y Antoni Tachó, contavam com 2 sócios neste sonho: O empresário do setor têxtil e cliente habitual da oficina dos Tacho; Maurice Perramón que lhes animou a montar a empresa dedicada à fabricação de carros, a qual ele mesmo contribuiria com as instalações e o capital inicial e Josep Vila, que já havia colaborado na construção do “Coca”. E é a partir das iniciais destes 3 sobrenomes – Perramón, Tachó e Vila, que surge então a marca PTV.
A empresa estava criada, o sonho já começava a tornar-se realidade e o primeiro modelo, não tardou em ser apresentado.
Nascia o precioso PTV 250, um elegante conversível de 2 lugares que contava com motor monocilíndrico de 250 cc traseiro e com uma potência de 11 CV, as quais permitiam alcançar os incríveis 75 km/hora!
A produção do PTV revoluciona a vida dos habitantes de Manresa, um grande número de provedores de material para a importante indústria têxtil local fornece as diferentes peças que AUSA encarrega-se de instalar para finalizá-los.
A partir do PTV 250 começaram a desenvolver-se novos modelos e versões com e sem portas e incluso protótipos de furgão com motor traseiro e também dianteiro.
Sua produção durou 5 anos e desde a sua fábrica saíram umas 1.100 unidades do modelo 250. Foi distribuído pela península e pela Ilhas Baleares, incluídas algumas exportações a Portugal e até aos EUA. O carro era bastante popular e recebeu uma grande aceitação do público, alguns até se aventuravam a correr em competições de autos com ele! Tanto era assim que a sede de AUSA chegou a receber um postal da Alemanha, de um motorista que havia chegado a bordo do seu PTV 250 e que contava a sua grande satisfação.
Ao final da década de 1950 inicia-se os trabalhos em uma nova versão melhorada, o PTV 400, que deveria ser comercializado entre 1960 e 1961. Com um motor bi cilíndrico de dois tempos de 397 cc. e equipado com um compressor, que alcançavam os 19 CV. A caixa de câmbios passava a ter 4 velocidades, e o carro resultava algo maior que a versão 250, e que deveria oferecer um maior conforto dos passageiros; acrescentaram-se detalhes como um painel de instrumentos mais completo, os vidros em ambas portas, dois pára-brisas, velocímetro e amperímetro, fechadura nas portas, e um porta luvas no lado do passageiro. Infelizmente esta versão só ficou em um protótipo, que atualmente se encontra nas instalações de AUSA em Manresa.
Inicia-se a década dos anos 60, e foi então quando se cruzou pelo caminho os Seat’s 600, também conhecidos como os “Mata-Micros”.
O surgimento dos Seat’s em 1960 fez que diferentes modelos novos não chegassem ao mercado. Também acaba como projeto a versão furgão do modelo 250, que só chegará a umas quarenta e cinco unidades produzidas, todas com o motor na parte posterior com exceção de uma, de uso próprio com o motor dianteiro.
Esta reviravolta na produção dos “Micro Carros” faz que descenda sua produção até que em 1961 deixam de fabricar-se definitivamente, mas isto não significa o desaparecimento da companhia.
Um ano antes e com grande visão comercial, começa a produção de um pequeno artefato com motor, uma espécie de triciclo que contava com uma pá dianteira e tinha uso industrial, estamos falando dos inícios do famoso Dúmper, dos que hoje AUSA é uma das empresas líderes mundiais no mercado.
Os anos passaram-se e em 1988, Xavier Perramón e Antoni Tachó se encontraram por casualidade, no depósito da fábrica de AUSA, e em um estado de conservação bastante bom a pesar dos anos, o protótipo abandonado do PTV 400.
Emocionados em vista da descoberta de tão especial exemplar, dedicaram-se, junto com a ajuda do seu octogenário desenhista, Guillem Tachó, a devolver a vida ao PTV 400.
Disposto, uma vez mais, a por em ponto a sua última criação, Guillem Tachó envolveu-se no projeto com a maior energia. Contando com a ajuda de técnicos e mecânicos de AUSA iniciam-se os trabalhos de desmontagem, verificação e reconstrução do carro.
Com o veículo completamente desmontado repararam-se e restauraram-se todas e cada uma das peças do PTV. Josep Tachó foi a pessoa responsável da parte elétrica e sua reconstrução. Jaume Jubert encarregou-se das tarefas de lataria e pintura da carroceria.
O motor foi uma historia a parte, pois resultou ser uma autêntica surpresa para todos, depois de ser colocado no ponto funcionou perfeitamente, com o característico som, devido ao compressor. Assim, depois de 30 anos de inatividade, o PTV 400 voltava a rodar em umas condições insuperáveis.
Aí está uma bonita história de conquistas, sonhos, recomeço e apostar nas futuras gerações, com educação e respeito pelo passado demonstrando uma vez mais que é possível manter viva a memória com dedicação e carinho.
Um forte abraço a todos.
Danielle Pimentel
Antyqua – Europa
Abril 2011
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 En el taller Tacho
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 Os criadores do PTV
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 Guilem Tacho en la restauracion del PTV
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 Guillem Tacho
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 Interior Restaurado del PTV
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 Interior Restaurado del PTV
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 Proceso de restaracion del PTV
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 PTV Restaurado y Guillem Tacho
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 ballena darrera
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 Ballena Frontal
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 Ballena
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 El Ballena lateral
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 El Ballena rodando
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 El Ballena
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 coca pare manresa
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 El Coca
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 Guillem Tacho y Esposa en PTV
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 Cartel publicitario PTV
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 Publicidad PTV 250 Zeus
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 Publicidad PTV 250
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Este artículo está dedicado a todos aquellos antiguos automovilistas, que así como yo, son completamente enamorados por los “Micro Coches”…
Hoy os traigo una bonita historia que empieza por el tesón y el esfuerzo de unos soñadores. Hablaremos del primer “Micro Coche Español”, nada más nada menos que del simpatiquísimo PTV.
Por Danielle Pimentel
La historia de la marca PTV se inicia en los años 40 en Manresa, en un taller mecánico regentado por los hermanos Tachó, Guillem y Antoni, que a parte de reparar coches y motos, se dedicaban también a la mejora de las mecánicas de serie y al diseño y fabricación de equipos de gasógeno. La falta de recambios les lleva a diseñar y fabricar las tan preciadas piezas, especializándose en el tema de carburadores, lanzando su propia marca, los carburadores Tachó.
El PTV fue uno de los más bellos micro coches, (en mi humilde opinión, ¡es una monada!), junto con el Biscuter, Goggomovil y la Isetta, fue uno de los que tuvo gran éxito en España, siendo el único totalmente fabricado en España.
Fue en la década de los 50 cuando en España aparecen una serie de automóviles de reducido tamaño equipados con motores normalmente de dos tiempos. Son los denominados “Micro Coches”. La escasa y cara oferta automovilística del mercado español hizo que estos pequeños automóviles surgieran con gran fuerza, teniendo una muy buena acogida. No en vano uno de estos “Micro Coches” se podía adquirir por la mitad de precio que otro automóvil.
Una de sus versiones (la cual estoy completamente enamorada) es la versión bicolor también llamada Ballena, lleva este nombre debido a su particular color blanca en la parte de abajo, y fue proyectado en 1950, por Guillen y Antoni Tachó, seguido por el modelo Coca de 1953, mote recibido por su parecido “poco agraciado” (según su creador… yo discuerdo plenamente) con la tradicional torta catalana.
En 1950, y después de mucho tiempo dedicado a la fabricación de este auto, el resultado obtenido fue un vehículo con una cierta distinción y garbo que fue matriculado con el nombre, ya mencionado anteriormente, "El Ballena".
Hubo, casi que de inmediato, la idea de la posible fabricación en serie, lo que obligó la simplificación del diseño del Ballena, dando origen en 1953 en el modelo “Coca”. El Coca también fue matriculado y además sirvió para la optimización y perfeccionamiento, recorriendo varios kilómetros a modo de prueba de fallos, constituyendo el camino definitivo hacia el PTV.
Pero conseguir su permiso no fue nada fácil... Guillem Tachó y su mujer viajaron a Madrid a bordo del micro coche para obtener la homologación del “Ministerio de Industria”. Su viaje fue una auténtica prueba de fuego tanto para el coche como para sus ocupantes, las condiciones meteorológicas adversas (- 10º C) y la falta de calefacción en el simpático micro coche, convirtieron la aventura en un pequeño calvario, que finaliza con la llegada a Madrid. Los ingenieros del ministerio ponen algunas trabas, aunque finalmente el PTV obtiene su permiso.
Después de estos pasos gigantescos y de mucho esfuerzo y dedicación, fue creada en 04 de mayo de 1956 la empresa AUSA - Automóviles Utilitarios, S.A. Para esta ocasión, los hermanos Guillem y Antoni Tachó, contaban con 2 socios en este sueño: El empresario del sector textil y cliente habitual del taller de Tachó, Maurice Perramón que les animó a montar la empresa dedicada a la fabricación de coches, a la cual él mismo aportaría las instalaciones y el capital inicial y Josep Vila, que ya había colaborado en la construcción del coca. Es de la inicial de estos 3 apellido – Perramón, Tachó y Vila, que surge entonces la marca PTV.
La empresa estaba creada, el sueño ya empezaba a tornarse realidad y el primer modelo, no tardó en ser presentado.
Nacía el precioso PTV 250, un elegante descapotable de 2 plazas que contaba con motor monocilíndrico de 250 cc trasero y con una potencia de 11 CV, las cuales le permitía alcanzar ¡los increíbles 75 Km/hora!
La producción del PTV revoluciona la vida manresana, un gran número de proveedores de material para la importante industria textil local proporciona las diferentes piezas que AUSA se encarga de ensamblar para acabar realizando los últimos acabados.
A partir del PTV 250, empezaron a desarrollarse nuevos modelos y versiones con y sin puertas e incluso prototipos de furgonetas con motor trasero y también delantero.
Su producción duró 5 años y desde su fábrica salieron unas 1.100 unidades del modelo 250. Fue distribuido por la península y las Islas Baleares, incluidas algunas exportaciones a Portugal y hasta a los EEUU. Su precio oscilaba entre las 45.000 y las 55.000. El coche era bastante popular y recibió una gran aceptación del público, ¡algunos hasta se aventuraban a correr en competiciones de autos con él! Tanto es así que la sede de AUSA llegó a recibir una postal desde Alemania de un conductor de un PTV que había llegado a bordo de su PTV 250 y que contaba su gran satisfacción.
A finales de la década de los 50 se empezó a trabajar en una nueva versión mejorada, el PTV 400, que debería de empezar a comercializarse entre 1960 y 1961. Con un motor bicilíndrico de dos tiempos de 397 cc. y equipado con un compresor, se alcanzaban los 19 CV. La caja de cambios pasaba a tener 4 velocidades, y el coche resultaba algo más grande que la versión 250, lo que tenía que redundar en un mayor confort de los pasajeros; se añadieron detalles como un cuadro de instrumentos más completo, los elevalunas en ambas puertas, dos escobillas limpiaparabrisas, velocímetro y amperímetro, cerradura en las puertas, y una guantera en el lado del pasajero. Infelizmente esta versión se quedó en un prototipo, que actualmente se encuentra en las instalaciones de AUSA - Manresa.
Se había iniciado ya la década de los 60, y fue entonces que se cruzó por el camino, los Seat 600, también conocidos como los “Mata-Micros”.
El surgimiento de los Seat’s en 1960, hizo que diferentes modelos nuevos no llegasen al mercado. También quedan como proyecto la versión furgoneta del modelo 250, que solo llegará a unas cuarenta y cinco unidades producidas, todas con el motor en la parte posterior con excepción de una, de uso propio con el motor delante.
Esta revira vuelta en la producción de los micro coches hace que descienda su producción hasta que en 1961 dejan de fabricarse definitivamente, aunque esto no significa la desaparición de la compañía.
Un año antes y con gran visión comercial, empiezan la producción de un pequeño artefacto con motor, una especie de triciclo volquete que contaba además con una cajetilla delante y tenía uso industrial, estamos hablando de los inicios del famoso Dúmper, del que hoy AUSA es uno de los líderes mundiales en el mercado.
Los años se pasaron y en 1988, Xavier Perramón y Antoni Tachó encontraron por casualidad, en la fábrica de AUSA y en un estado de conservación bastante bueno a pesar de los años, el prototipo abandonado del PTV 400.
Emocionados en vista de la descubierta de tan especial ejemplar, se dedicaron, junto con la ayuda de su octogenario diseñador, Guillem Tachó, a devolver a la vida al PTV 400.
Dispuesto a poner a punto de nuevo a su última creación, Guillem Tachó se involucró en el proyecto con la mayor de las ilusiones. Contando además con la ayuda de técnicos y mecánicos de AUSA se inició los trabajos de desmontaje, verificación y reconstrucción del coche.
Con el vehículo completamente desmontado se repararon, restauraron todas y cada una de las piezas del PTV. Josep Tachó fue el responsable de la parte eléctrica y su reconstrucción. Jaume Jubert se encargó de las tareas de plancha y pintura de la carrocería.
El motor, fue una historia a parte, pues resultó una auténtica sorpresa para todos, tras la puesta a punto funcionó perfectamente, con el característico sonido debido al compresor. Así, tras 30 años de inactividad, el PTV 400 volvía a rodar en unas condiciones inmejorables.
Ahí está, una bonita historia de conquistas, sueños y vuelta a empezar, la apuesta segura en las futuras generaciones, con educación y respeto por el pasado demostrando una vez más que es posible mantener viva la memoria con dedicación y cariño.
Un fuerte abrazo a todos.
Danielle Pimentel
Antyqua – Europa
Abril 2011
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