Fritz e Hans Schlumpf
Os imperadores de Mulhouse
‘Aos sonhos não importa o preço’
(Ettore Bugatti)
Imagine por um momento que você é um rico industrial francês. A guerra acabou e
suas fábricas têxteis estão a toda a velocidade. É a década de 1950 e os fabricantes
europeus de automóveis finalmente começaram a produzir excitantes carros esportivos
e de corridas novamente. Todos querem o que há de novo, deixando o mercado de automóveis
usados do pré-guerra inundado de Bugatti, Hispano Suiza, Delage e modelos Mercedes-Benz.
Assim, você e seu irmão, satisfazendo um capricho, começam a colecionar automóveis.
O que se tornaria uma obsessão e, em última análise seria a derrocada.

Fritz Schlumpf
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Fritz,a mãe Joanne e Hans
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Fritz Schlumpf com um T46S
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Federico ‘Fritz’ Schlumpf, como um jovem aristocrata, sonhava em possuir um Bugatti.
Ele foi capaz de realizá-lo um pouco antes da guerra com a compra de um Type 35B.
Tornara-se com o seu irmão mais velho Giovanni ‘Hans’ Schlumpf, um próspero industrial
em meados dos anos 50. Interessava-se por corridas de automóvel até ser solicitado
a abster-se do esporte pelo sindicato têxtil a, ‘que poderia colocar em risco a
sua vida e a privar-nos do nosso estimado diretor’. Autocrático e severamente disciplinado,
Fritz Schlumpf, no entanto, foi generoso para seus trabalhadores, proporcionando
aos empregados viagens, instalando centros cirúrgicos para atender aos funcionários
e conduzindo mães gestantes em seu próprio veículo. Privados das corridas, como
um escape para a sua paixão por automóveis, Fritz e Hans tornaram-se colecionadores
de automóveis. Durante o verão de 1960, adquiriram dez Bugatti, incluindo dois Type
57 S e um Type 46 5-litros. Além disso, encontraram mais três Rolls-Royce, dois
Hispano-Suiza e um Tatra. Até o final do verão, já tinham adquirido um total de
40 automóveis.

Bugatti 57S
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Bugatti Type 46
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Sr. Raffaelli, um concessionário Renault de Marselha e proprietário de vários Bugatti,
orientava-os em suas pesquisas e se espanta com a determinação de Fritz, ao aceitar
pagar dez vezes o preço solicitado, a fim de garantir o automóvel que queria.
Automóveis vindos da Inglaterra, Suíça, Itália, Alemanha e Estados Unidos. Em pouco
tempo tornou-se proprietário dos melhores automóveis com pedigree e qualidade na
Europa.
Às vezes Fritz Schlumpf tratava diretamente com os fabricantes. Amédée Gordini vendeu
dez carros antigos de corrida em uma só vez. Enzo Ferrari vendeu-lhe um carro de
corrida monoposto. A Mercedes-Benz vendeu automóveis de sua coleção. O piloto de
corridas Jo Siffert vendeu três carros de corrida Lotus por uma ninharia. Schlumpf
enviou uma carta a todos os proprietários de Bugatti, ofertando compra da totalidade
de seus automóveis. Em 1962 ele comprou quase 50 Bugatti. Na primavera de 1963,
adquiriu 18 automóveis pessoais de Ettore Bugatti, incluído a Royale Coupé Napoleon.
No mesmo ano, um colecionador americano chamado John Shakespeare ofereceu sua coleção
de 30 Bugattis e Fritz comprou todos eles. Em 1967 um inventário mostrou 105 Bugattis
em sua coleção.
O embarque dos automóveis da coleção de SHAKESPEARE nos Estados Unidos:

A lista dos automóveis vendidos por Shakespeare para Schlumpf
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A repercussão na imprensa americana
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Bugatti Type 40 Le Fiacre Coupé da coleção Shakespeare rumo a França
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O embarque no cargueiro holandes Grotedyk para o final da viagem à França
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O início do carregamento dos automóveis em Illinois para serem transportados à França
em navio
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Os automóveis deixando New Orleans rumo ao porto para embarcar à França
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Repercussão
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Transporte da Coleção Shakespeare para a França
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Para manter todos os seus carros e para restaurar muitos deles, Schlumpf decidiu
em 1965 transformar uma de suas fábricas em uma oficina de restauração. Adaptou
na oficina têxtil de 1850 m2 em Malmerspach, onde diariamente fazia a escolha das
cores e o tipo de restauração que cada carro iria receber. Alargou as paredes interiores
e ordenou a colocação de tijolos vermelhos nos pisos para os carros circularem.
Mas os irmãos Schlumpf permaneceram muito discretos com a sua coleção de automóveis,
raramente mostrando a uns poucos privilegiados aquelas maravilhas. O dinheiro que
alimentava a compra dos automóveis vinha da indústria têxtil. Mas pelo final dos
anos 1960, a empresa foi transferida para a Ásia, e os lucros começaram a cair.
Em 1971, Fritz Schlumpf conseguiu comprar os moinhos de um dos seus concorrentes.
Quase imediatamente, houve problemas com os trabalhadores que entraram em greve
por melhores salários. Propagou-se a notícia de uma fabulosa coleção secreta de
automóveis, e os grevistas investiram contra a coleção dos Schlumpf. Várias janelas
foram quebradas, mas a polícia reagiu contra os 400 manifestantes. Em 1976, os irmãos
Schlumpf foram obrigados a abandonar os seus recém-adquiridos moinhos. Os negócios
continuaram a decair e em 7 de março de 1977, sindicalistas têxteis encenaram uma
greve nos escritórios e no secreto museu Schlumpf em Mulhouse. Os trabalhadores
estavam determinados a provar o evidente abuso de poder e desvio de dinheiro corporativo
para a bela coleção de carros clássicos. Foi um pesadelo para os Schlumpf esta crise.

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Malmerspach ( tecelagem dos Schlumpf em Mulhouse)
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Protesto dos trabalhadores ' Não trabalho mais no museu'
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A greve durou quase dois anos, e os irmãos foram obrigados a declarar falência e
fugir para sua nativa Suíça na Basiléia. Os grevistas decidiram abrir a coleção
para o público, e em dois anos mais de 800.000 visitantes foram registrados. Em
1979, uma falência sindical ordenou que a coleção e a construção fossem vendidas
a uma associação, que incluia a cidade de Mulhouse, a Junta Regional da Região Alsácia,
os organizadores do Paris Auto Show e do Automóvel Clube de França.
Em 10 de julho de 1982, o museu abre as suas portas oficialmente. Em dez anos receberia
mais de quatro milhões de visitantes. Inúmeros processos judiciais marcaram as páginas
dos jornais como ‘a enorme batalha legal do caso Schlumpf’. Após as intervenções
dos presidentes da Ordem dos Advogados, Wachsmann e Schreckenberg e do Sr. Martin
Meyer advogado de Strasburg, o Tribunal de Recursos de Paris, presidida pelo homem
que se tornou o mais alto magistrado na França alguns meses mais tarde, reintroduziu
oficialmente o patrimônio Schlumpf com a nomeação do museu em maio de 1988.

Março de 1984
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Após visitarem o museu os magistrados queriam fazer justiça aos seus fundadores.
Foi determinado: ‘Que a ação de colecionar e pela paixão que inspirou os seus autores,
constituiu e continua a constituir uma mensagem e um testemunho da iniciativa criativa
que merece proteção como sendo a expressão de um direito da personalidade próxima
ao direito moral’. Eles sublinharam a iniciativa pessoal de Fritz e Hans Schlumpf
, considerando que mereciam uma tutela jurisdicional e que foi ‘o trabalho de um
homem, testemunho de um tempo específico e de um gênio criativo’.
A coleção gradualmente caiu em declínio até que uma nova empresa assumiu a sua gestão
em 1999. O museu foi completamente remodelado e reabriu em março de 2000 como o
maior museu de automóveis do mundo.
Há 400 carros em exposição além de uma reserva de 120. 20 carros estão em empréstimo
a outros museus de todo o mundo. Embora Bugatti esteja sempre associada à coleção
Schlumpf, e existem 123 veículos em exposição, há também muitas outras famosas montadoras
representadas. Por exemplo, há 31 veículos Mercedes-Benz na coleção. Maserati, Panhard-Levassor,
Darracq, Clement-DeDion, Serpollet e George Richard dividem espaço com Renaults,
Peugeots, Porsches e Ferraris.
Os carros estão organizados em linhas pedonais de cascalho de tijolos vermelhos,
colocados por ordem de Fritz Schlumpf . Cada linha representa diferentes épocas
do automóvel, a partir das primeiras carruagens européias até os automóveis anos
50 e 60. Existe uma sala separada para os automóveis de corrida. As descrições estão
disponíveis em receptores de áudio em francês, alemão ou inglês. Outras traduções
podem ser planejadas.
Acima de tudo, porém, existem Bugattis aqui. Eles foram os verdadeiros objetos da
obsessão de Fritz Schlumpf. Existem Bugattis abertas e fechadas. Existem Bugattis
bonitas de tirar o fôlego e algumas que são inimaginavelmente feias. Há dois dos
seis monstruosos 12,7 litros- Type 41 Royale. Existem numerosas Type 35s e 37, automóveis
de corrida que colocaram a Bugatti no topo do mundo no esporte motorizado e também
a especular 1955 Type 251 Grand Prix.

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Área externa do museu
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Bugatti 35B de Frit Schlumpf
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Bugatti 251 1956
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Bugatti racing
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Bugatti Type 35
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Bugatti type 37
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Bugatti type 39
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Citté de l' automobile
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Citté de l'automobile - Mulhouse
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Entrada do museu
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F1
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Horch 830
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Interno do museu
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Le Ferrari
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Maybach Zeppelin Cabriolet 1934
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Mercedes-Benz 170 Cabriolet
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Mercedes-Benz 300 SL Gullwing
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Museu entrada
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Museu
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Museum Schlumpf

t35
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Bugattis não são como os outros automóveis. Eles são uma determinação, reflexo de
Ettore Bugatti e da sua visão de automóveis esportivos de corridas. Fritz Schlumpf
foi um homem de obsessão sobre outro homem de obsessão. E esta coleção é o resultado
de uma paixão, uma loucura, uma questionável ‘inconseqüência’ que resultou no maior
museu de automóveis do mundo que contém o maior automóvel clássico do mundo e também
o mais valioso.
Fritz Schlumpf morreu em 18 de abril de 1992 aos 86 anos de idade, levando consigo
a esperança de reaver sua coleção.

A lista dos automóveis vendidos por Shakespeare para Schlumpf
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1931 Jean Bugatti
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A classe indiscutível de Ettore Bugatti
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Bugatti
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Ettore Bugatti
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Jean Bugatti, o filho adorado
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Eu já havia pesquisado muito sobre estes empreendedores quando decidi organizar
uma visita a este museu, li e reli sobre a história destes irmãos e guardei comigo
a opinião formada. O desejo realizado e a conseqüência disto tudo. O problema sindical
foi solucionado, a revolta foi vingada e o acervo permanece parcialmente intacto.
A velha desculpa dos socialistas pelos problemas do mundo é o capitalismo, mas neste
caso, esqueceram de citar as falências de muitas indústrias têxteis da Europa e
a causa deste fenômeno: a concorrência com os baixos preços das indústrias asiáticas.
O museu Sclhumpf é conhecido como ‘Cité de l’ Automobile’, literalmente a “cidade
do automóvel”, assim como a primeira coleção de automóveis do mundo. Se Fritz não
fosse tão maluco, o mundo não poderia apreciar tamanhas raridades reunidas em um
só lugar. Quem conhece sabe da triste história de Ettore Bugatti. O preço que pagou
por ser o grande artesão do bom gosto em quatro rodas, a guerra, a falência, a perseguição,
a perda do filho querido e sua morte antes de reaver a fábrica de automóveis que
tanto amou.
Resumindo, Fritz e Hans se apaixonaram pela história de Ettore e todos tiveram o
mesmo fim, se apaixonaram pelos automóveis mais bonitos do mundo, fizeram péssimas
escolhas políticas, foram perseguidos por seus colaboradores, julgados, execrados
e sentenciados. Ironicamente fez-se justiça após a morte de Ettore e Fritz. Ao menos
hoje, podemos reverenciá-los. Obrigada a Ettore, Fritz e Hans, vocês são geniais.

Arlette e a Gullwing sua paixão
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Arlette e Fritz
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O texto acima foi escrito no ano de 2007 e de lá para cá muitas coisas mudaram assim
como o destino da família e conseqüentemente da coleção Schlumpf.
Apesar de ter pesquisado muito sobre os Schlumpf, surgiu uma figura emblemática
chamada Arlette Schlumpf, esposa de Fritz.. Ela aprece ao lado dele em fotos nas
diversas publicações sobre Fritz Schlumpf como uma mulher exótica que lembra muito
Brigitte Bardot, mas o que eu desconhecia era a sua luta pela defesa da memória
do marido e a preservação dos automóveis. Arlette merece sem sobra de dúvida uma
extensa página na história.
Após a morte de Fritz e a continua luta de Arlette com o governo francês para reaver
o restante da coleção em 1999 ela finalmente vence. Os automóveis encontravam-se
num galpão conhecido como Malmerspach Collection, restavam 66 automóveis sem alguma
restauração, intactos desde o confisco de 1977, 17 Bugatti em péssimo estado, alguns
remanescentes da coleção de Shakespeare ainda nas mesmas condições quando adquiridas
por Fritz em 1964. Alguns automóveis tiveram suas peças roubadas, enquanto uma raríssima
Alfa Romeo Cabriolet foi levada inteira pelos ladrões.
Malmerspach
Arlette levou-os para um galpão em Wettolsheim também na Alsácia e um dia foi procurada
por dois renomados comerciantes de automóveis antigos europeus, o holandês Jaap
Braam Ruben e o francês Bruno Vendiesse , evidentemente que estavam interessados
na compra desta incrível coleção. A condição que Arlette impôs foi quer ao serem
vendidos os automóveis permanecessem juntos, ou seja, que não fossem pulverizados
mundo afora.
Infelizmente a Sra. Arlette Schlumpf - Naas faleceu em 16 de maio de 2008 aos 76
anos de idade e com ela também a brilhante companheira de uma vida com Fritz Schlumpf
que um dia concedeu uma rara entrevista a Jürg Peter-Lienhard e admitiu que, além
do profundo amor e admiração pelo marido orgulhava-se de ter sido contagiada por
ele com o ‘vírus da ferrugem’.
O repórter conta que no átrio do palacete Schlumpf deparou-se com uma Bugatti Type
52 , em uma das salas estava um Peugeot Baby e à medida que avançava mais automóveis
decoravam os ambientes. Seis semanas após a sua morte os comerciantes europeus cumpriram
com a palavra, venderam 12 Bugatti para o museu de Peter Mullin em Oxnard, Califórnia,
as mesmas Bugatti que há 44 anos deixaram os EUA, agora fazem a viagem de retorno.
Os carros serão exibidos no estado que se encontram sem restauração, exceto o Delage
D8 e o Peugeot que serão submetidos à restauração.
Algumas Bugatti Galibier T57 foram vendidas na Europa e a Bugatti Stelvio ficará
com os dois comerciantes.
Ao ler a história da luta ‘titânica’ de Arlette contra o Estado em defesa do símbolo
maior que representa a memória de seu Fritz, me fez nutrir uma profunda admiração
por esta corajosa mulher.
É importante que as pessoas saibam o que estes automóveis representam: o grande
monumento a Fritz e Arlette Schlumpf e à obra da família Bugatti.
Elisa Asinelli do Nascimento
Dezembro 2010
Antyqua
elisa@antyqua.com.br
Fontes de Pesquisa:
- Jürg Peter-Lienhard
- The Bugatti Revue
- Ard e Arnoud op de Weegh
- Wikipédia
- Schlumpf Foundation by Arlette
- Bugatti
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