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Ford Seattle-ite XXI 1962

Depois de uma longa temporada distanciada (mas jamais afastada) do incrível mundo do motor, volto a carregar o tinteiro.
Esquentando motores e arrancando na primeira (sempre que seja possível…) o coração volta a acelerar e as revoluções por minutos já são algo imperativo na busca de novas historias.
Navegando por ali e por aqui, encontrei algo que simplesmente fascinou-me!
Em primeiro lugar, devo confessar que o tom cinza das fotos chamou-me a atenção e estive durante um bom tempo tentando imaginar os matizes de cor do nosso personagem. Suas tonalidades prateadas, suas seis rodas (sim, sim, não estou brincando, são seis!), o ruído do seu motor, sua comodidade e conforto… enfim, que um antigo automobilista viaja em detalhes muito mais sutis, já deve saber do que eu estou falando, não é?
(Por Danielle Pimentel)


Uma vez mais voltamos a falar de Ford. “Um precursor indiscutível no mundo do motor”.
De esta vez deparamo-nos com um protótipo, estamos Senhoras e Senhores, diante do Ford Seattle-ite, criado no ano de 1962.
No seu avançado desenho para a época, vemos o afã da marca em tentar predizer o futuro e a busca de soluções relacionadas com a energia nuclear, destacada na sua parte traseira com suas quatro turbinas.

No interior, já contava com algo muito parecido a um computador de bordo, com indicações climáticas e das condições que estavam às quatro rodas dianteiras e as duas rodas traseiras.
Sua cabine em forma de bolha, não nos deixa indiferentes; com abertura superior, donde destacamos sua excentricidade em linhas futuristas.

Como os senhores sabem meus artigos não se baseiam somente em textos, faço uma pesquisa profunda e intensiva em fotografias e modelos, de épocas e de estilos.
No tocante à Ford, realmente estou impressionada, este modelo, é um dos tantos excessos da época, onde a funcionalidade importava muito pouco, e o mais destacado era o futurista que um carro poderá ser.
Guardando as devidas proporções de anos e localizações no tempo, digamos que a humanidade ainda tinha algum de vestígio da revolução industrial, (sem contar a evolução que proporcionou a pós-guerra ao mundo automobilístico, obviamente) mas desta vez, não somente voltada ao moderno, mas sim ao futurista e a imaginação de como seriam os carros nos anos vindouros.

O Seattle-ite XXI cumpre com estas idéias e ideais de futuro, tanto no seu exterior como no seu interior a ânsia de que o futuro chegue agora mesmo, é mais que plausível.

Posso afirmar-lhes que de todos os protótipos de Ford que vi, (e não foram poucos) este é um dos mais extremos, tanto é assim que o Ford Seatlle-ite destaca-se como um dos Concepts Car’s mais visionários da historia, segundo a visão 20-20 da Feria Mundial de Ford de 1963.

Muitos Concepts car’s prognosticaram que as tecnologias converteram em Standards, mas poucos previram, até agora, com tanta antecedência no seu tempo como o Ford Seattle-ite XXI.

Ford Seatlle-ite, foi construído para simbolizar o futuro da América, o “know-how” tecnológico para a Feira Mundial de 1963.

Nesta feira também há lugar destacado a muitos outros Concepts Car’s, mas nenhum tão ousado como o Seatlle-ite, que apresentava células/baterias de energia intercambiável, a navegação por meio de um computador de bordo interativo, cartografia e sistemas de informação automática.
As células/baterias de energia intercambiáveis incluem pilhas de combustível e a possibilidade de "propulsão nuclear."
Nestas datas foi proposta a fusão nuclear como uma fonte de energia segura e viável a ser usada no futuro, infelizmente ou felizmente, caiu em desgraça, mas podemos dizer que há algo de apaixonante com este tipo de energias, sem contar vários estudos de utilização moderada da mesma em carros atuais.

Tão adiantado ao seu tempo era o Ford Seatlle-it, que no seu folheto, distribuído na Feira de 1963, havia uma resenha interessante, sem esquecer-se que encontrávamos a meio século antes da utilização das células/baterias de energia intercambiáveis de combustível, a 15 anos antes de NAVSTAR-GPS (Navigation System Time and Ranging-Global Position System) e uma década antes da invenção do microchip!!!
No seu folheto podia-se ler:

"Avançado estilo, e sonhos sem limites"

A liberdade ilimitada para especular foi a chave do desenho de automóveis progressistas da época. A experiência do desenho do Seattle-ite, com suas muitas características futuristas, deu lugar à emocionantes conceptos de desenhos, conforto e seguridade, além do mais sua cabine, em forma de bolha e com abertura superior, podia ser trocada por outras de diferentes desenhos, totalmente de acordo com as tendências atuais.
Sigo com o que estava posto no cartaz:

"Este carro dos sonhos, conta com quatro rodas dianteiras direcionais e brinda os seguintes conceitos avançados como um equipamento de programação de viagens, vidro de densidade variável, janelas ‘jaluosie’, e direção ‘finger tip steering’"

E mais…

"O Auto rompe com a idéia do compartimento de passageiros a fim de conseguir mais espaço para os 60 CV."

Quarenta anos depois, as células/baterias de energia intercambiáveis de combustível são as herdeiras do motor de combustão interna e modular, e atualmente os veículos de múltiples funções inclinam-se a converter em algo comum.

Mas, Porque quatro rodas dianteiras?

"As quatro rodas dianteiras, foram desenhadas para melhorar a tração e a eficiência na frenagem."

Tanto é assim que hoje em dia este tipo de eficiência segue sendo vigiada desde muito perto, basta com que voltemos o olhar a uns poucos anos atrás, para ser mais concisa dois ou três anos atrás, nos quais nos depararemos com o modelo italiano Covini C6W, um esportivo com seis rodas, que apresentarão em 2008 no Salão do Automóvel de Bolonha. Não faz tanto tempo, não é?
O Covini, inspirou-se no Tyrell P34, um Fórmula 1 dos anos 70 que tentou incorporar as quatro rodas dianteiras (Vocês conseguem imaginar as trocas de pneus nos boxes?), sua audácia provocou que as normas cambiassem e fossem mais estritas, evitando devaneios mecânicos. E a inspiração del Tyrell P34, saiu (Vocês conseguem adivinhar de onde?) do Seatlle-ite XXI de 1962.

E a que conclusão eu chego?… Que infelizmente não avançamos quase nada em imaginação desde 1962.

Amigos automobilistas e afins espero que a viagem tenha sido de vosso agrado, desejamos uma boa estância nestas mágicas páginas do Antyqua, com o profundo desejo de vê-los por aqui nos meus próximos artigos.

Saudações cordiais a todos,

Danielle Pimentel
danielle@antyqua.com.br
Antyqua – Europa
Fevereiro 2011

Ford Seattle-ite XXI 1962

Después de una larga temporada alejada (pero jamás apartada) del increíble mundo del motor, vuelvo a cargar el tintero.
Calentando motores y arrancando a la primera (siempre que sea posible…) el corazón vuelve a acelerar y las revoluciones por minutos ya son algo imperativo en la búsqueda de nuevas historias.
Navegando por ahí y por allí, ¡encontré algo que simplemente me fascinó!
En primer lugar, debo confesar que el tono grisáceo de las fotos me llamó la atención y estuve durante un buen rato intentando imaginar los matices del color de nuestro personaje. Sus tonalidades plateadas, sus 6 ruedas (sí, sí, no estoy bromeando, ¡son 6!), el ruido de su motor, su comodidad y confort… en fin, que un antiguo automovilista viaja en detalles muchos más sutiles, ya sabéis de que os hablo, ¿verdad?
(Por Danielle Pimentel)


Una vez más volvemos a hablar de Ford. “Un precursor indiscutible en el mundo del motor”.
De esta vez nos deparamos con un prototipo, estamos, Señoras y Señores, delante del Ford Seattle-ite, creado en el año de 1962.
En su avanzado diseño para la época, vemos el afán de la marca en intentar predecir el futuro y en la búsqueda de soluciones relacionadas con la energía nuclear, destacada en su parte trasera con sus cuatro turbinas.

En el interior, ya contaba con algo muy parecido a un ordenador de abordo, con indicaciones climáticas y de las condiciones en las que estaban las cuatro rudas delanteras y las dos ruedas traseras.
Su cabina en forma de burbuja, no nos deja indiferentes, con apertura hacia arriba, donde destacamos su excentricidad en líneas futuristas.


Como sabéis, mis artículos no se basan solamente en textos, hago una pesquisa profunda e intensiva en fotografías y modelos, de épocas y estilos.
En el tocante a Ford, realmente estoy impresionada, este modelo, es uno de los tantos excesos de la épocas, donde la funcionalidad importaba muy poco, la verdad, y lo más destacado era lo futurista que un coche pudiera ser.
Guardando las debidas proporciones de años y localizaciones en el tiempo, digamos que la humanidad aún llevaba algo de vestigio de la revolución industrial, (sin contar la evolución que proporcionó la post guerra al mundo automovilístico, por supuesto) pero de esta vez, no solamente volcada a lo moderno pero al futurista y a la imaginación de cómo serian los coches en los años venideros.

El Seattle-ite XXI cumple con estas ideas e ideales de futuro, tanto en su exterior como en su interior el deseo de que el futuro llegue ya mismo, es más que plausible.

Os puedo afirmar que de todos lo prototipos de Ford que vi, (y no fueron pocos) este es uno de los mas extremos, tanto es así que el Ford Seatlle-ite se destaca como uno de los Concepts car’s más visionarios de la historia, según la visión 20-20 de la Feria Mundial de Ford de 1963.

Muchos Concepts car’s han pronosticado que las tecnologías se convertirían en estándares, pero pocos han previsto hasta ahora con tanta antecedencia en su tiempo como el Ford Seattle-ite XXI.

El Ford Seatlle-ite, fue construido para simbolizar el futuro de América, el “know-how” tecnológico para la Feria Mundial de 1963.

En esta feria también hay lugar destacado a muchos otros Concepts car’s, pero ninguno tan osado como el Seatlle-ite, que presentaba células/baterías de energía intercambiables, la navegación por medio de un ordenador de bordo interactivo, cartografía y sistemas de información automática.
Las células/baterías de energía intercambiables incluyan pilas de combustible y la posibilidad de "propulsión nuclear."
En estas fechas se propuso la fusión nuclear como una fuente de energía segura y viable a ser usada en el futuro, infelizmente o felizmente, cayó en desgracia, pero podemos decir que hay algo de enamoramiento con este tipo de energías sin contar varios estudios de utilización moderada de la misma en coches actuales.

Tan adelantado a su tiempo era el Ford Seatlle-it, que en su folleto, distribuido en la Feria de 1963, había una reseña interesante, sin olvidar que estábamos a medio siglo antes de la utilización de las células/baterías de energía intercambiables de combustible, a 15 años antes de NAVSTAR-GPS (NAVigation System Time and Ranging-Global Position System) y una década antes de la invención del microchip!!!
En su folleto se podía leer:

"Avanzado estilo, y sueños sin límites"

La libertad ilimitada para especular fue la clave del diseño de automóviles progresistas de la época. La experiencia del diseño del Seattle-ite, con sus muchas características futuristas, dio lugar a emocionantes conceptos de diseño, confort y seguridad, además su cabina, en forma de burbuja y con apertura hacia arriba, podía cambiarse por otras de diferente diseño, muy acorde con las tendencias actuales.
Sigo con lo que ponía en el cartel:

"Este coche de ensueños, cuenta con cuatro ruedas delanteras direccionales y brinda los siguientes conceptos avanzados como un equipo de programación de viajes, cristal de densidad variable, ventanas jaluosie, y dirección finger tip steering"

Y más…

"El coche rompe con la idea del compartimiento de pasajeros a fin de conseguir más espacio para los 60 CV."

Cuarenta años después, las células/baterías de energía intercambiables de combustible son las heredera del motor de combustión interna y modular, y actualmente los vehículos de múltiples funciones se inclinan a convertirse en algo común.

Pero, ¿Porque cuatro ruedas delanteras?

"Las cuatro ruedas delanteras, fueron diseñadas para mejorar la tracción y la eficiencia de frenado."

Tanto es así que hoy día este tipo de eficiencia sigue siendo vigilado desde muy cerca, basta con que volvamos la mirada a unos pocos años hacia tras, para ser más concisa dos o tres años atrás, en los cuales nos depararemos con el modelo italiano Covini C6W, un deportivo con seis ruedas, que presentaron en 2008 en el Salón del Automóvil de Bolonia. ¿Ha que no hace tanto tiempo?
El Covini, a su vez, se inspiró en el Tyrell P34, un Fórmula 1 de los años 70 que intentó incorporar las cuatro ruedas delanteras (¿podéis imaginar los cambios de neumáticos?), su audacia provocó que las normas cambiasen y se hiciesen más estrictas, evitando devaneos mecánicos. Y la inspiración del Tyrell P34, salió (¿ah que no adivináis de quién?) del Seatlle-ite XXI de 1962.

¿A que conclusión llego? …Que infelizmente no hemos avanzado nada en imaginación desde 1962.

Amigos automovilistas y afines, espero que el viaje hay sido agradable, deseamos una buena estancia en estas mágicas páginas del Antyqua, con el profundo deseo de velos por aquí en mis próximos artículos.

Saludos cordiales a todos,

Danielle Pimentel
danielle@antyqua.com.br
Antyqua – Europa
Febrero - 2011

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