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Cinco homens e um tridente

A epopéia Maserati
Carlo, Alfieri, Ernesto, Bindo e Ettore são filhos de uma ferroviário. Todos apaixonados por automóveis de corrida. A primeira criação do quinteto foi apresentada há 75 anos na festejada Targa Florio uma composição de chassi Isotta e motor de avião, assim nasceu a Tipo 26.

Na ‘Targa Florio’ de 1926 um desconhecido veículo com um motor 1.500 com 8 cilindros com compressor vence na sua categoria. A ‘Tipo 26’, este é o nome do misterioso veículo, é pilotado por Alfieri Maserati e sobre o radiador sobressai uma logo marca que em breve será famoso: O Tridente, criação do irmão Mario, artista plástico que se inspirou na estátua de Netuno de Giambologna, localizada numa das praças mais importantes de Bologna.
Assim inicia a aventura dos irmãos Maserati. Dos muitos filhos de Rodolfo Maserati, ferroviário de Voghera, o primogênito Carlo (nascido 1881) desde muito cedo mostra interesse pela mecânica: no final de 1800 já construía motores para velocípedes, é admitido pela Fiat para mais tarde passar sucessivamente à Bianchi e à Isotta Fraschini e nesta última favorece a admissão dos irmãos Alfieri, Bindo e Ettore. Carlo foi piloto dos seus ciclomotores e também no automobilismo, chegou a participar da Coppa Florio ,morre de tuberculose em 1910 aos 29 anos.
Afieri segue os rastros do irmão e em dezembro de 1914 funda em Bolonha a ‘Officine Alfieri Maserati’. Após a primeira guerra Alfieri dirige uma fábrica de velas para automóveis que depois transfere a Bolonha onde implanta uma nova oficina e neste local montam automóveis de corrida unindo chassis Isotta a motores aeronáuticos.

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Ernesto Maserati si appresta a uscire in prova con la sua Tipo V4. La vettura monta un V16 di quattro litri da oltre 280 CV con cambio a 4 marce.
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Em 1925 a reviravolta: os irmãos constroem o próprio veículo, a Tipo 26. A convincente prova na Targa Florio atrai os primeiros clientes. A evolução da ‘Tipo 26’ é a ‘Tipo 26B’ um modelo 2 litros com compressor de potencia de aproximadamente 160cv. com um câmbio de 4 marchas a velocidade atinge aos impressionantes 210km./h.Com este desempenho a 26B debuta na Targa Florio com um merecido terceiro lugar. Um pouco mais tarde em Messina , Alfieri sofre um acidente e se fere gravemente.

Em 1928 foram finalizados novos motores: um 8 cilindros de 2,5 litros com 185cv. para a ‘Tipo 26M’, um 8 cilindros de somente 1 litro em 100 cv. para a ‘Tipo 26C’ e um formidável V16 de 4 litros com mais de 280cv para a ‘TipoV4’. Com este automóvel em 1929 Borzacchini bate o record mundial da categoria até 5 litros em Cremona , atingindo uma velocidade média de 246km./h. Os automóveis do Tridente vencem o Reale Premio Roma, a corrida de Avelino, o Circuito de Montenegro, o GP de Monza e o GP da Espanha.
A crise econômica de 1929 não poupa a Maserati, mas a empresa permanece em pé, também porque a ‘Tipo 26M’ atrai atenção dos encarroçadores a como Castagna e Zagato. Em 1931 a superioridade das Alfa e das Bugatti é esmagadora. Abandona-se o motor 8 cilindros de 1.1litros e estréia-se a ‘Tipo 4 CTR’ com motor de quatro cilindros de igual cubatura. Esta é a última criatura de Alfieri que morre em 1932.
Os irmãos Ernesto, Ettore e Bindo ainda constroem automóveis de competição, mas em 1937 abrem a sociedade e vendem a maior parte das ações para a família Orsi. Em 1938 a Maserati retorna ao Gran Premi com a ‘Tipo 8 CTF”. Em 1939 e em 1940 este automóvel vence as ‘500 Milhas’ em Indianápolis, uma conquista que nenhuma Casa italiana até então havia alcançado. Em 1940 o piloto milanês Luigi Villoresi vence a Targa Florio, mas a guerra estoura e a fábrica é transferida de Bolonha para Modena no endereço de Viale Ciro Menotti.

800px-Maserati_1937 Robin Hanson driving a Maserati 6CM at the 1937 Donington Grand Prix.
1927 - Alfieri Maserati Tipo26
1938 - GP de Tripoli com Achille Varzi
1946 Tazio Nuvolari GP de Marseilles - Maserati 4CL
1949 - GP França com Fangio
Adolfo Orsi-Bologna
Baconin Borzacchini Circuito di Tripoli del 30.
Ernesto Maserati Tipo 26 1927 Circuito de Bolonha
La 2500 di Castelbarco-Dreyfus riparte dai box durante la vittoriosa 6 Ore di Tunisia del 1931
maserati-4CL 1939-47
maserati-4CLT 1948-50
maserati-8CM 1933
Stirling Moss-56-250F em Monaco
Tazio Nuvolari - Maserati 8CM


1933 Maserati 8-CM Racer
1935 4CM 1500
1947 Maserati A6.
1947 Maserati A6
1948 Maserati A6 1500
1956 Maserati 300S spyder
1957 Maserati Gransport Convertible
1962 Maserati 3500 Coupe
1963 Maserati Tipo63 Motore Posteriore Birdcage
1964 - Cooper-Maserati
1965 - Maserati - Type 151
1972 - Maserati (lineup)
1975_Maserati_Coupe_type_124_prototype_by_Giugiaro
Gioachino_Colombo_a_Monza_nel_1949
Maserati_1100_Tipo_4CS_Spider_Zagato_1935_Zagato_Media_Photo_2010
Maserati_1500_Coupe_Panoramicar_Zagato_1949-50_Zagato_Media_Photo_2010
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Maserati_A6GZ_Zagato_1953-55_Zagato_Media_Photo_2010
Maserati-Kyalami-pic2
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Modena 1956
Officina Maserati
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Cinco anos de guerra e um longo ‘pit-stop’, mas em 1946 reiniciam-se as corridas. Esperanças, vitórias, desilusões até a conquista do Mundial de F1 em 1957 com Fangio e a ‘250F’. Um sucesso pago com a administração inspecionada. Mas a Casa modenese ressurge por mérito das suas luxuosas e confiáveis gran turismo.
O sucesso em Indianápolis não foi o mesmo em 1939 e 1940 e a Maserati que cede a propriedade à família Orsi transfere-se de Bolonha para Modena, mas a chegada da guerra obriga a empresa a suspender as atividades no departamento de autos de corrida e inicia a reciclar-se com a produção de máquinas industriais, baterias e veículos elétricos.





Por conta das desavenças entre os Orsi e os Maserati, em Bolonha fundam a OSCA (Officine Specializzate Costruzioni Automobili). No entanto, chegam boas notícias do universo das competições, com a vitória de Villoresi em Buenos Aires e Mar Del Plata (1947) e de Ascari em Modena, enquanto ao volante das Maserati alternam-se Nuvolari, Farina e Fangio.

1952-Osca-V-12-coupe
Osca 750
Osca FS274 1957
Osca MT4 1955
OSCA MT4_1500 1954

A Maserati ‘Tipo 4CLT/48’ uma 4 cilindros 1500 com 16 válvulas e compressão de 270 CV projetada por Alberto Massimino , obtém bons resultados. No início dos anos 50 o engenheiro projetista Gioacchino Colombo juntamente com Alfieri Maserati cria a ‘250F’, um monoposto vencedor que terá vida longa e gloriosa. Em 1956 vence os GP de Mônaco e GP da Italia e em 1957 Fangio vence o mundial de pilotos, mas desafios tão comprometidos com resultados colocam a empresa em crise, e em dezembro de 1957 a Maserati se retira das competições.

A produção continua com o ‘Tipo 60’ de 2 litros e o ‘Tipo 61’ de 2,9 litros (ambos lembrados pelo chassi ‘Birdcage’, um emaranhado de tubos finíssimos) substituídos pelos modelos ‘Tipo 63’ e ‘Tipo 64’.
Após uma breve colaboração com a Cooper para o fornecimento dos motores V12 de 3 litros, a Maserati decide dedicar-se exclusivamente aos automóveis Gran Turismo , que com relação a aquelas propostas pela Ferrari, deveriam ser mais elegantes, cômodas e confiáveis.
A primeira Maserati ‘de passeio’ foi a ‘A6’ lançada no pós-guerra, uma pequena e elegante ‘berlinetta’ desenhada por Pinin Farina que adotou um motor 6 cilindros 1500 sem compressor; a ‘A6’ foi seguida pela ‘A6 G54’ com motor de 6 cilindros de 2 litros e 150CV alcançando a velocidade máxima de 210km./h. A propósito a letra ’A’ estava para Alfieri e o ‘6’ para os seis cilindros.
Nascem depois a ‘3500 GT’ (1957) a ‘Mistral’ (1963), a ‘Sebring’ (1964) e nos anos seguintes as ‘Quattroporte’, a ‘Mexico’, a ‘Ghibli’, a ‘Indy’, a ‘Bora’ (1971) e a ‘Khamsin’ (1972). Fruto da colaboração com a Citroën (1968) nasce a ‘SM’, a ‘Merak’ e a ‘Quattroporte II’. Em 1975 o ex-piloto argentino Alessandro De Tomaso traz um novo investidor para a Maserati, trata-se da Benelli que compra a parte da Citroën. De Tomaso torna-se o administrador e em 1976 a Maserati apresenta a ‘Kyalami’, a ‘Quattroporte’ terceira sérire e em 1981 a ‘Biturbo’.

Fonte de pesquisa:
- Ruoteclassiche (versão)
- Maserati (diversos sites)
- Imagens e vídeo (web)

Elisa Asinelli do Nascimento
Antyqua
elisa@antyqua.com.br
Janeiro 2012

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